
Em 13 de outubro de 1968, o Brasil perdia o poeta da Pasárgada, Manuel Bandeira.
Um dos principais autores da “geração de 1922” do modernismo brasileiro, Bandeira foi tradutor, professor de literatura, crítico de literário e de arte e poeta. A Academia Escadense de Letras o tem como um dos seus patronos, sendo homenageado pelo acadêmico Marcelo Ricardo Moreira.
Para lembrar sua genialidade, transcrevemos aqui um dos seus principais poemas, escrito em 1947:
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
